segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Para que?


Certa vez, um homem viajava por uma estrada por esse imenso interior do Brasil, quando seu carro quebrou... Desceu do carro olhou em volta, viu um posto de serviços logo a frente, chegando lá,  foi informado que o reboque estava fora e que demoraria cerca de duas horas para voltar... Fazer o que... O jeito era esperar... Resolveu andar um pouco... No caminho encontrou um homem sentado à sombra de uma arvore comendo algumas tangerinas... Aproximou-se e puxou conversa. Depois de algum tempo, ficou sabendo que o homem morava naquele lugar desde o nascimento, e que era o dono do pequeno sitio onde estava a arvore cuja sombra os acolhia naquele momento. Que o homem cultivava em um pequeno pedaço de sua terra uma horta e que vendia na beira da estrada nos fins de semana assuas hortaliça que colhia. Após um tempo conversando o viajante foi tendo idéias e falando ao sitiante... – Então amigo, eu posso ajudá-lo a conseguir um empréstimo no banco, dando o seu sitio como garantia, com o dinheiro você poderá contratar algumas pessoas para o ajudarem a plantar e a colher em toda a extensão do sitio, ai então com o lucro paga o empréstimo, pega outro um e derruba essa arvore e constrói aqui um galpão e logo ali outro, faz um grande posto de comercio onde poderá vender o que planta ES sua terra e ainda vender as colheitas de seus vizinhos com um belo lucro, o que acha da minha idéia? O sitiante olha intrigado para o viajante e pergunta... E  porque eu ira fazer tudo isso? Para que um trabalhão desses? O viajante meio que não acreditando no que ouvia fala ao sitiante... – Para que? Para ganhar muito dinheiro! O sitiante ainda aparentemente sem entender pergunta... – E ganhar muito dinheiro para que? O viajante incrédulo com o que ouvia, fala... – Para que? Com o dinheiro você pode comprar o que quiser e em uns quinze ou vinte anos pode se aposentar, comprar uma chácara e talvez e ai então,  poder descansar tranquilamente sob a sombra de uma arvore. Nesse momento o sitiante dá uma gargalhada e fala... – E para que todo esse trabalhão se eu já faço isso?  Como essa “gente” da cidade complica as coisas... O viajante olha para o sitiante, para os lados e sai devagar...