Certa vez, um homem viajava por uma estrada por
esse imenso interior do Brasil, quando seu carro quebrou... Desceu do carro
olhou em volta, viu um posto de serviços logo a frente, chegando lá, foi informado que o reboque estava fora e que
demoraria cerca de duas horas para voltar... Fazer o que... O jeito era
esperar... Resolveu andar um pouco... No caminho encontrou um homem sentado à
sombra de uma arvore comendo algumas tangerinas... Aproximou-se e puxou
conversa. Depois de algum tempo, ficou sabendo que o homem morava naquele lugar
desde o nascimento, e que era o dono do pequeno sitio onde estava a arvore cuja
sombra os acolhia naquele momento. Que o homem cultivava em um pequeno pedaço
de sua terra uma horta e que vendia na beira da estrada nos fins de semana
assuas hortaliça que colhia. Após um tempo conversando o viajante foi tendo
idéias e falando ao sitiante... – Então amigo, eu posso ajudá-lo a conseguir um
empréstimo no banco, dando o seu sitio como garantia, com o dinheiro você
poderá contratar algumas pessoas para o ajudarem a plantar e a colher em toda a
extensão do sitio, ai então com o lucro paga o empréstimo, pega outro um e
derruba essa arvore e constrói aqui um galpão e logo ali outro, faz um grande
posto de comercio onde poderá vender o que planta ES sua terra e ainda vender
as colheitas de seus vizinhos com um belo lucro, o que acha da minha idéia? O
sitiante olha intrigado para o viajante e pergunta... E porque eu ira fazer tudo isso? Para que um
trabalhão desses? O viajante meio que não acreditando no que ouvia fala ao
sitiante... – Para que? Para ganhar muito dinheiro! O sitiante ainda
aparentemente sem entender pergunta... – E ganhar muito dinheiro para que? O
viajante incrédulo com o que ouvia, fala... – Para que? Com o dinheiro você
pode comprar o que quiser e em uns quinze ou vinte anos pode se aposentar,
comprar uma chácara e talvez e ai então,
poder descansar tranquilamente sob a sombra de uma arvore. Nesse momento
o sitiante dá uma gargalhada e fala... – E para que todo esse trabalhão se eu
já faço isso? Como essa “gente” da
cidade complica as coisas... O viajante olha para o sitiante, para os lados e
sai devagar...
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
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