terça-feira, setembro 25, 2007

Noites de Sábado

Vivo com saudade
De nossas noites de sábado
Noites de simplicidade
Onde dançava calado

Suspirando a seus ouvidos
Doces palavras fúteis
E assim passavam os sábados

Você bem ao meu lado
Luz negra e emoção
Com o rosto colado
Impulsionando o meu coração

E ao chegar meia noite
Você ia embora...
Deixando-me triste...

Saia com a turma
Blusões de couro, roupa preta...
Com o rosto de quem ama
Velocidade, carros e sensações.

E ao chegar o fim da noite
Dava uma grande depressão
Recomeçavam os problemas
Por momentos esquecidos

De cigarro em cigarro
De bebida em bebida
Sei que corria e corro
Na grande roda da vida

Vivo com saudade
De nossas noites de sábado
Noites de simplicidade

Que agora me mata de saudade
Noites que não mais voltam
Melhor encarar a realidade
Essas noites não mais retornam


sábado, junho 30, 2007

"Tortura de Palavras"

Entra a noite, sai o dia.
E não esqueço de ti
A mulher que eu via
Todos os dias a meu lado
A trocar caricias com meu amigo
E eu agüentava tudo calado
Para não magoar o amigo.
Algum tempo passou
E com meu amigo você terminou
Fato esse que eu não havia imaginado
Agora você está livre, sem amor...
E meu amor cada vez maior
Pronto eu estou...
Para lhe dar todo o calor
De meus abraços e beijos...
Mas o medo é cada vez maior.
Onde está a minha coragem?
Essa é a hora de dizer que lhe amo...
Fico cego e me falta a linguagem
Você me conhece muito bem,
Pois somos ótimos amigos...
Meus olhos seu corpo cobrem...
Antes como amigo?
Com certeza hoje, como um apaixonado.

Oswaldo Mammana Júnior
(CIP nº 070630-1)


sexta-feira, janeiro 05, 2007

"Cruel Articulista"

Porque essa mentira terrorista?
Quem é essa pessoa que vive falando
Sobre a minha vida de forma alarmista
Que vive para falar que vivo chorando

Porque mente assim, cruel articulista.
Sabe ela o que é sofrer, por onde ando?
É verdade que sofro, mas sofro cantando.
Sofro sorrindo, pois sou um artista.

Eu nunca choro e isso não é discutível
Pois não tenho lagrimas o que é admissível
Tripudio sobre a dor, é compreensível.

Desdenho da ingratidão
Não me importa a solidão
E o vazio em meu coração

Oswaldo Mammana Júnior
(CIP nº 061223-2)