sábado, dezembro 30, 2006

MARIA JOSE, autora especialmente convidada

Os versos e poemas abaixo são de uma grande amiga minha, peço para que os leitores comentem os versos e digam o que "acham" desta "nova poeta".
Eis os versos:
Observar o vento...
Voar sem intento...
É possível Abandonar-me neste momento?
Viver o presente...

Sentir-me descontente...
É erradoDesejar ser diferente?
Alinhavar os fragmentos...

Perceber os movimentos...
Vou conseguir
Expandir meus sentimentos?
O momento é fragmento...

A expansão é movimento...
É o sentimento
O verdadeiro intento?
Então, voar é...

Tornar-me, às vezes, vento!

Vento que ultrapassa a janela,
Arrepia a pele,
Atinge os sentidos...
Vento que carrega a emoção,

Transmite os segredos,
Aviva as lembranças...
Vento que traz a vida,

Arremessa as sementes,
Cultiva a alegria...
Vento...

Continue a ventar!!!!

Chove lá fora...
Pessoas caminham solitárias pela rua,
Sente-se o forte cheiro do chão molhado,
Respira-se um ar gelado e desacolhedor.
Paisagem triste na janela...
Surge então alguém querido.

Brilham os olhos,
Palpitam os corações...
Logo decepcionam-se com a imagem !
Paisagem triste pela janela...

Três poemas lindos, não são? comentem então.

sábado, dezembro 23, 2006

"Em Cada Olhar Uma Maldade"

Pelos cantos da cidade
Sem desejar entrincheirar
Buscas a felicidade
Nem que tenhas que rasteirar

Em cada olhar uma maldade
Sem tentar se interar
Ou uma erva daninha cheirar
Em cada abraço a falsidade

Nem tudo é realidade
Uma floresta a desemadeirar
Do peito nasce à saudade

A sorte a empoeirar
É cruel a verdade
De uma vida a fronteirar.

Oswaldo Mammana Júnior
(CIP nº 061223-1)


sábado, dezembro 16, 2006

"SEI QUE FALHEI"

Peço-lhe amor
Não vá embora
Não aumente a dor
Não faça isso agora

Sei que errei
Não peço o seu perdão
Só a sua compreensão
Sei que falhei

A dor que lhe causei
Machucou-lhe o coração
Mas com a alma já paguei

Fui fraco no momento
Sem intenção lhe machuquei
Padeço de arrependimento

Oswaldo Mammana Júnior


quinta-feira, dezembro 07, 2006

"Chefe de Ala"

Que estranha essa vida
Enquanto você samba
Nos acabamos na avenida
Para ouvir você cantar.

Nos perdemos entre as fantasias
Superamos nosso cansaço
Para que não se perca o compasso
E só fiquem alegrias

Nossa escola é enorme
Nossa ala é pequena
Mas a mantemos uniforme

No desfile mantemos a harmonia
Para nossa escola se destacar
E campeã nos dar Alegria.

Oswaldo Mammana Júnior
(CIP nº 061123-3)


sexta-feira, novembro 24, 2006

"Você partiu"

Quando partiu me deixou a chorar
Senti-me usado, consumível.
Vivi para lhe adorar
Não diga que era previsível

Você deixou tudo evaporar
Para mim era tudo incrível
Nada, nem um pouco previsível.
Abandonou um mundo a explorar

Não podia imaginar o imaginável
Do que valeu você me namorar?
Para depois se tornar inatingível?

Porque me ignorar?
Acha que irei chorar... É provável.
Uma nova vida irão me elaborar.

Oswaldo Mammana Júnior
(CIP nº 061123-2)


terça-feira, novembro 14, 2006

"Expansão do Mundo Moderno"

O mundo moderno se expandiu
Rompeu os limites da antiguidade
Pois a idade média nada evoluiu
O que trouxe muita dificuldade

As rotas antigas aos poucos foram fechadas
Salve navegante a procura de caminhos novos
Na América novas riquezas e novos povos
Pela costa africanas novas rotas encontradas.

Foi uma época de invenções
Até a terra foi contornada
Pelo bravo Fernão de Magalhães

Em uma busca por novo horizonte
Revelou-se ao mundo novas terras
E nova era se inicia triunfante

Oswaldo Mammana Júnior
(CIP "Sonetos históricos" - 1 - 060915-1)


sexta-feira, novembro 03, 2006

"Duvidas"

Sei que minha paixão ardente
as vezes pode lhe cercear
mas com o seu corpo atraente
só um artista pode delinear

Gostaria de fazer-te contente
e dar meu coração para golpear
viver como um livro a folhear
mas meu ciúme é envolvente

Meu medo se faz iminente
assim vivo a guerrear
bem sei sou inexperiente

Mas não sei falsear
seu amor é onipotente
mas saberei eu saborear?

Oswaldo Mammana Júnior
(CIP nº 060913-1)


quinta-feira, outubro 12, 2006

"SORTE"

Será que verei arrepender-se?
Sorte ilusionista
Mais fácil é ver-te atrever-se.
Sorte calculista

Mas creio nunca a verei ater-se
Sorte barganhista
mas sonho ver-te amurchecer-se
Sorte ficcionista

Caminhar na minha direção
agraciar-me benevolente
com benção, sem objeção.

De uma forma comovente
e sem nenhuma exceção
deixando-me contente.

Oswaldo Mammana Júnior
(CIP nº 060911-2)


quinta-feira, outubro 05, 2006

"DECISÃO"

É sua a decisão... Que agonia.
Quer voltar? Maldito afligimento,
a lembrança me magoa, me afixia.
A lembrança lhe magoa! Assombramento.

Por que chorar... Melancolia,
ainda há tempo? Esse é o intento.
Por que sofremos com tanto desalento?
O tempo se completa? Gnosiologia.

Retomemos a alegria do sentimento
esqueçamos o orgulho... Anarquia.
A volta repentina... O sustento.

Façamos nossa própria poesia.
Voltemos à vida com envolvimento,
cantemos o amor com toda energia.

Oswaldo Mammana Júnior
(CIP nº 060914-1)




quinta-feira, setembro 28, 2006

"ABANDONO"

Quando você partiu
Deixou-me a chorar.
Porque você partiu?
Se vivia para lhe adorar?

Você deixou tudo evaporar
parece que nada sentiu.
Não se deixou enamorar
simplesmente partiu.

De nada adianta ignorar
pois quando você partiu
Fiquei sozinho a lamentar.

Minha alma se repartiu
Não irei mais implorar
Foi você que desistiu.

Oswaldo Mammana Júnior
(CIP nº 060914-2)


sábado, setembro 16, 2006

"A CAMA"

A cama é um objeto estranho,
com a forma de casl ou solteiro,
no amor se transforma em um ninho,
pode ser o repouso do guerreiro.

Nos acompanha durante a vida,
é testemunha de nossa sorte,
mantém nossa alma aquecida,
presencia a nossa morte.

Fornece o sono rejuvenescedor.
Permite examinar a consciência,
Exame muitas vezes repreendedor.

Nos viu no ardor da adolescência
e durante toda a vida sonhador.
Na velhice nossa impaciência
.
Oswaldo Mammana Júnior
(CIP nº 060911-1)


domingo, setembro 10, 2006

A Cegueira com Visão

Eu Passo os meus dias
a lembrar de você,
principalmente das coisas,
que diz sem saber bem o porque.

Só sei que tenho saudades
das coisas verdadeiras,
que me faziam cair na realidade.

Eu preciso de você,
mesmo sabendo,
que não vou esquecer.
Vivo correndo.

Correndo sem rumo
só pensando em você,
quria lhe dar o mundo.

Quero lhe ver,
preciso lhe ver,
quero crer no amor,
mesmo sem ver.

Cego de amor,
viver a vida sem dor,
só com você, meu amor.

Oswaldo Mammana Júnior

(Da coleção “Antologia Comemorativa de 15 Anos do Movimento Poético em São Paulo” vol.03 – P.J. Editores e Rumo Gráfica Editora – ed. 1995 – pág. 44).


domingo, agosto 27, 2006

O PRENDIZ E O MESTRE

O mestre andava sozinho
Envolto em seus pensamentos,
por vezes se sentia tristonho.
Um dia apareceu m jovem,
que se dispôs ser seu aprendiz.
O mestre a ele aceitou,
e tudo que sabia ensinou.
O aprendiz se mostrou muito bom,
tudo ouvia e rápido aprendia,
e o mestre viu que era bom.
Mas um dia chegou,
o aprendiz se rebelou,
e o mestre chorou,
a corrente se quebrou.
O aprendiz se julgou um mestre,
e a seu mestre renegou,
abandonou aquele que fora seu mestre.
O aprendiz cai em desgraça,
pois se julgava mais do que era;
em seu antigo mestre buscou esperança,
e o mestre esqueceu o que este lhe fizera.
Acolheu o aprendiz em seus braços,
estendeu-lhe novamente a mão,
mas o aprendiz cruzou os braços.
Ele não se conformava,
que havia falhado e ao mestre culpava
pelo seu insucesso e queda,
a culpa não era dele e sim do mestre.
O mestre então percebeu,
quão falho era o aprendiz,
que ele próprio concebeu.
Tentou mostrar ao aprendiz,
os seus erros e acertos,
tentou reerguer o aprendiz.
Mas esse só pensava em destruir,
aquele que lhe ensinou.
O mestre então percebeu,
que escolhera mal seu aprendiz.
O aprendiz então fugiu,
foi depressa se esconder,
mas o mestre não fugiu,
e nem foi se esconder.
O mestre pagou pelo aprendiz,
foi obrigado a sair e procurar,
um novo aprendiz.
Pois um mestre para existir,
um aprendiz tem que ter,
por isso ele deve insistir
em ensinar um novo aprendiz.

Oswaldo Mammana Júnior

(Da coleção “Antologia Comemorativa do Movimento Poético em São Paulo” vol.06 – P.J. Editores e Rumo Gráfica Editora – ed. 1995 – pág. 38).


sábado, agosto 19, 2006

OU É APENAS BONITO?

Vida dura é a de um jovem,
pois ninguém nele acredita,
dizem que vive nas nuvens
e responsabilidade não suporta.

Até amar é difícil,
pois não o acham capaz
e o condenam muito fácil.

Mas o jovem sabe
o quanto é belo amar,
mesmo que as decisões
não o deixem tomar;

Amar é belo,
mas será que é certo?
Por isso me calo.

Certos ou errados,
eles são os mais velhos
e escutamos calados,
muitos ditados velhos.

Mas será que é certo,
amar quando se é jovem,
ou é apenas bonito?

Oswaldo Mammana Júnior
(Da coleção “Antologia Internacional de Poesias” vol.02 – P.J. Editores e Rumo Gráfica Editora – ed. 1996 – pág. 53).

sábado, agosto 12, 2006

PECADO ORIGINAL

Você garota
quase mulher,
se parece com uma gota;
Uma gota de orvalho
tão frágil, tão pura, intocável;
Bem sei que quase nada valho.
Comparado a sua pureza impenetrável.
Às vezes fico a pensar,
você em um altar
e eu a rezar.
Quem é você afinal?
Uma Deusa Olímpica
ou uma escultura medieval?
Fico com os olhos cerrados,
a sonhar com viagens,
nos venho parados
a olhar belas imagens.
Derrepente olha para os lados
e a vejo bem distante,
a cavalgar cavalos alados.
Bem distante de onde eu possa ir.
Ela se vai você, a caminho do Olimpo,
indo à casa materna da grande Afrodite.
E fico a pensar...
Como um simples mortal,
pode amar a uma Deusa.
Eu, um simples mortal ou coisa o tal.
Mas que é você afinal?
Será mesmo uma Deusa
ou é o pecado original?

Oswaldo Mammana Júnior

(Da coleção “Edição Comemorativa de 15 anos” volume 05 – P.J. Editores e Rumo Gráfica Editora – ed. 1995 – pág. 47).


sábado, agosto 05, 2006

EU QUERO.

Os ventos param,
os mares se esvaziam,
os raios também param,
os raios se enfraquecem.

Tudo por sua causa,
pois a natureza não suporta
ser comparada a sua beleza.

Pele macia, traços finos,
tudo o que um homem deseja,
até o repicar de sinos
para a mulher a quem ama.

Em cada curva de seu corpo,
eu sinto um prazer infinito,
só em saber que é o seu corpo.

Você na minha frente,
com a boca sensual,
com os olhos convidativos.

E eu preso a uma corrente,
a corrente da escravidão
de um verdadeiro apaixonado,
que clama por perdão.

Oswaldo Mammana Júnior

(Da coleção “Antologia Em Versos” volume 14 – P.J. Editores e Rumo Gráfica Editora – ed. 1997 – pág. 48).


sexta-feira, julho 28, 2006

A QUEDA DO TEMPLO

O meu corpo
adormecido
no seu corpo.
Seus beijos, em meus lábios,
tem um sabor irreal
de suplicas de amor e carinho
Passei minhas mãos
no seu corpo esbelto
senti o seu coração
bater junto ao meu.
Suspiros que falam mais que palavras.
A mente sentindo os prazeres do corpo
os lábios sussurrando doces palavras.
O coração bateu mais forte
os olhos se voltaram para o infinito
o sangue subiu aos lábios
tornando-os macios e tenros.
Olhando pela janela
vi o mundo pelo coração
as pessoas inconscientes
a nossa condição
Senti o prazer
que leva a satisfação
e toca o coração.
E no fim de tudo
senti-me mal
por ter violado
um templo sagrado.

Oswaldo Mammana Júnior
(Do livro “Poetas do Núcleo em Foco” – K.M.K. Editores – ed. 1990 – pág. 44).


domingo, julho 23, 2006

A Realidade Oculta de Maneira Aberta

Um passo, dois passos
a caminho do amanhã
de uma existência que passamos.
Vários anos de vida
acompanhando e vivendo o que somos
a procura da alma perdida
e da consciência do que somos.
Se deixar de existir, aqui, agora.
Se fechar as pálpebras.
e os olhos entrarem em órbita.
Será que fiz algo de bom aqui fora?
Vivi e existi.
Morri?
Insisti
em dizer que corri.
Corri para os braços de Deus
Para ficar de seu lado e dizer...
...Posso usar seus domínios como meus?
e ter o conhecimento que quiser?
Mas ainda é muito longa a vida
pois vivemos com toda certeza
de uma vida convivida.
E para falar a verdade;
a maior verdade de todos nós
temos que compreender a complexidade
de uma vida na terra com todos nós.
É por isso que digo
que só pode ser assim...
Vocês irão ver ainda o que digo.
DA REALIDADE OCULTA
da mentira aberta
da realidade oculta
DE MANEIRA ABERTA.
Um passo, dois passos
a caminho do amanhã
de uma existência
que passamos juntos

OMJ

(Do livro “Sempre É Tempo de Poesia” – P.J. Editores – ed. 1991 – pág. 23).


domingo, julho 16, 2006

Carência

Andando sem destino
viajando sem rumo
em passo contínuo
eu quase que sumo.

Olho para o lado
e nada vejo
que me faça ficar parado.

Procuro algo
sem saber o que
que me toque me ego
e me responda o porque.

De uma vida tão frívola
sem a chama do amanhã
como uma cola que não cola.

Se estou contente
dizem que estou triste
se de amor sou carente
chamam-me de dependente.

Se digo que sou só
dizem que me amam
mas só sentem dó.

Sou carente de carinho sim
não sei bem o porque
a resposta não encontro em mim.

Tenho tudo que quero
pai, mãe, esposa e filho
mas sinto falta de algo
que me atinja no ego.

Oswaldo Mammana Jr.
(Antologia em Versos, pag. 42, vol. 15, edição 1997, P.J. Editores e Rumo Gráfica Editora).


sábado, julho 15, 2006

Palestra no Colégio Santana

Colégio Santana - Projetos -Estudo criterioso de doze poemas do poeta Oswaldo Mammana Júnior (Convidado para palestra de culminância do projeto "Aluno-Poeta").
Para detalhes do evento click no link abaixo:
http://www.colegiosantana.com.br/projetos/aluno_poeta.htm

domingo, julho 09, 2006

O Cego mudo e o mudo cego

Sentado no topo do mundo
Vendo ao longe o horizonte
Olhando tudo como um mudo
Falando como um cego agonizante.

Falando coisas bonitas
Mesmo sem crer,
Mostrando coisas perfeitas
Que o cego não pode ver.

Cantando bonitas canções
Que falam do cantar dos pássaros
Que comovem os corações
Cantando a musica dos pássaros.

E lá estava eu, com meu ego.
Sentado no topo do mundo.
Vendo as coisas como um mudo;
E falando como um cego.

(OMJ)

Antologia em Versos, vol. 05, PJ Editores, 1991, pág. 47.


sábado, julho 08, 2006

Oswaldo Mammana Jr.

O campeão

Um dia ele foi um heroi,
foi grande e também enorme,
foi o melhor e o campeão.
Hoje ele está velho,
por muitos esquecido,
por poucos é lembrado,
ninguém o reconhece.
Parede repleta de troféus ele olha,
sonha e chora e se lembra de um dia.
De um dia que ele foi herói,
de um dia que ele foi grande,
de um dia que ele foi o melhor,
de um dia que ele foi campeão.
(OMJ)
Antologia em Versos, vol. 13, PJ Editores e Rumo Gráfica Editora, 1996, pág. 4


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