O mestre andava sozinho
Envolto em seus pensamentos,
por vezes se sentia tristonho.
Um dia apareceu m jovem,
que se dispôs ser seu aprendiz.
O mestre a ele aceitou,
e tudo que sabia ensinou.
O aprendiz se mostrou muito bom,
tudo ouvia e rápido aprendia,
e o mestre viu que era bom.
Mas um dia chegou,
o aprendiz se rebelou,
e o mestre chorou,
a corrente se quebrou.
O aprendiz se julgou um mestre,
e a seu mestre renegou,
abandonou aquele que fora seu mestre.
O aprendiz cai em desgraça,
pois se julgava mais do que era;
em seu antigo mestre buscou esperança,
e o mestre esqueceu o que este lhe fizera.
Acolheu o aprendiz em seus braços,
estendeu-lhe novamente a mão,
mas o aprendiz cruzou os braços.
Ele não se conformava,
que havia falhado e ao mestre culpava
pelo seu insucesso e queda,
a culpa não era dele e sim do mestre.
O mestre então percebeu,
quão falho era o aprendiz,
que ele próprio concebeu.
Tentou mostrar ao aprendiz,
os seus erros e acertos,
tentou reerguer o aprendiz.
Mas esse só pensava em destruir,
aquele que lhe ensinou.
O mestre então percebeu,
que escolhera mal seu aprendiz.
O aprendiz então fugiu,
foi depressa se esconder,
mas o mestre não fugiu,
e nem foi se esconder.
O mestre pagou pelo aprendiz,
foi obrigado a sair e procurar,
um novo aprendiz.
Pois um mestre para existir,
um aprendiz tem que ter,
por isso ele deve insistir
em ensinar um novo aprendiz.
Oswaldo Mammana Júnior
(Da coleção “Antologia Comemorativa do Movimento Poético em São Paulo” vol.06 – P.J. Editores e Rumo Gráfica Editora – ed. 1995 – pág. 38).
domingo, agosto 27, 2006
sábado, agosto 19, 2006
OU É APENAS BONITO?
Vida dura é a de um jovem,
pois ninguém nele acredita,
dizem que vive nas nuvens
e responsabilidade não suporta.
Até amar é difícil,
pois não o acham capaz
e o condenam muito fácil.
Mas o jovem sabe
o quanto é belo amar,
mesmo que as decisões
não o deixem tomar;
Amar é belo,
mas será que é certo?
Por isso me calo.
Certos ou errados,
eles são os mais velhos
e escutamos calados,
muitos ditados velhos.
Mas será que é certo,
amar quando se é jovem,
ou é apenas bonito?
Oswaldo Mammana Júnior
(Da coleção “Antologia Internacional de Poesias” vol.02 – P.J. Editores e Rumo Gráfica Editora – ed. 1996 – pág. 53).
pois ninguém nele acredita,
dizem que vive nas nuvens
e responsabilidade não suporta.
Até amar é difícil,
pois não o acham capaz
e o condenam muito fácil.
Mas o jovem sabe
o quanto é belo amar,
mesmo que as decisões
não o deixem tomar;
Amar é belo,
mas será que é certo?
Por isso me calo.
Certos ou errados,
eles são os mais velhos
e escutamos calados,
muitos ditados velhos.
Mas será que é certo,
amar quando se é jovem,
ou é apenas bonito?
Oswaldo Mammana Júnior
(Da coleção “Antologia Internacional de Poesias” vol.02 – P.J. Editores e Rumo Gráfica Editora – ed. 1996 – pág. 53).
sábado, agosto 12, 2006
PECADO ORIGINAL
Você garota
quase mulher,
se parece com uma gota;
Uma gota de orvalho
tão frágil, tão pura, intocável;
Bem sei que quase nada valho.
Comparado a sua pureza impenetrável.
Às vezes fico a pensar,
você em um altar
e eu a rezar.
Quem é você afinal?
Uma Deusa Olímpica
ou uma escultura medieval?
Fico com os olhos cerrados,
a sonhar com viagens,
nos venho parados
a olhar belas imagens.
Derrepente olha para os lados
e a vejo bem distante,
a cavalgar cavalos alados.
Bem distante de onde eu possa ir.
Ela se vai você, a caminho do Olimpo,
indo à casa materna da grande Afrodite.
E fico a pensar...
Como um simples mortal,
pode amar a uma Deusa.
Eu, um simples mortal ou coisa o tal.
Mas que é você afinal?
Será mesmo uma Deusa
ou é o pecado original?
Oswaldo Mammana Júnior
(Da coleção “Edição Comemorativa de 15 anos” volume 05 – P.J. Editores e Rumo Gráfica Editora – ed. 1995 – pág. 47).
quase mulher,
se parece com uma gota;
Uma gota de orvalho
tão frágil, tão pura, intocável;
Bem sei que quase nada valho.
Comparado a sua pureza impenetrável.
Às vezes fico a pensar,
você em um altar
e eu a rezar.
Quem é você afinal?
Uma Deusa Olímpica
ou uma escultura medieval?
Fico com os olhos cerrados,
a sonhar com viagens,
nos venho parados
a olhar belas imagens.
Derrepente olha para os lados
e a vejo bem distante,
a cavalgar cavalos alados.
Bem distante de onde eu possa ir.
Ela se vai você, a caminho do Olimpo,
indo à casa materna da grande Afrodite.
E fico a pensar...
Como um simples mortal,
pode amar a uma Deusa.
Eu, um simples mortal ou coisa o tal.
Mas que é você afinal?
Será mesmo uma Deusa
ou é o pecado original?
Oswaldo Mammana Júnior
(Da coleção “Edição Comemorativa de 15 anos” volume 05 – P.J. Editores e Rumo Gráfica Editora – ed. 1995 – pág. 47).
sábado, agosto 05, 2006
EU QUERO.
Os ventos param,
os mares se esvaziam,
os raios também param,
os raios se enfraquecem.
Tudo por sua causa,
pois a natureza não suporta
ser comparada a sua beleza.
Pele macia, traços finos,
tudo o que um homem deseja,
até o repicar de sinos
para a mulher a quem ama.
Em cada curva de seu corpo,
eu sinto um prazer infinito,
só em saber que é o seu corpo.
Você na minha frente,
com a boca sensual,
com os olhos convidativos.
E eu preso a uma corrente,
a corrente da escravidão
de um verdadeiro apaixonado,
que clama por perdão.
Oswaldo Mammana Júnior
(Da coleção “Antologia Em Versos” volume 14 – P.J. Editores e Rumo Gráfica Editora – ed. 1997 – pág. 48).
os mares se esvaziam,
os raios também param,
os raios se enfraquecem.
Tudo por sua causa,
pois a natureza não suporta
ser comparada a sua beleza.
Pele macia, traços finos,
tudo o que um homem deseja,
até o repicar de sinos
para a mulher a quem ama.
Em cada curva de seu corpo,
eu sinto um prazer infinito,
só em saber que é o seu corpo.
Você na minha frente,
com a boca sensual,
com os olhos convidativos.
E eu preso a uma corrente,
a corrente da escravidão
de um verdadeiro apaixonado,
que clama por perdão.
Oswaldo Mammana Júnior
(Da coleção “Antologia Em Versos” volume 14 – P.J. Editores e Rumo Gráfica Editora – ed. 1997 – pág. 48).
Assinar:
Postagens (Atom)




