O meu corpo
adormecido
no seu corpo.
Seus beijos, em meus lábios,
tem um sabor irreal
de suplicas de amor e carinho
Passei minhas mãos
no seu corpo esbelto
senti o seu coração
bater junto ao meu.
Suspiros que falam mais que palavras.
A mente sentindo os prazeres do corpo
os lábios sussurrando doces palavras.
O coração bateu mais forte
os olhos se voltaram para o infinito
o sangue subiu aos lábios
tornando-os macios e tenros.
Olhando pela janela
vi o mundo pelo coração
as pessoas inconscientes
a nossa condição
Senti o prazer
que leva a satisfação
e toca o coração.
E no fim de tudo
senti-me mal
por ter violado
um templo sagrado.
Oswaldo Mammana Júnior
(Do livro “Poetas do Núcleo em Foco” – K.M.K. Editores – ed. 1990 – pág. 44).
sexta-feira, julho 28, 2006
domingo, julho 23, 2006
A Realidade Oculta de Maneira Aberta
Um passo, dois passos
a caminho do amanhã
de uma existência que passamos.
Vários anos de vida
acompanhando e vivendo o que somos
a procura da alma perdida
e da consciência do que somos.
Se deixar de existir, aqui, agora.
Se fechar as pálpebras.
e os olhos entrarem em órbita.
Será que fiz algo de bom aqui fora?
Vivi e existi.
Morri?
Insisti
em dizer que corri.
Corri para os braços de Deus
Para ficar de seu lado e dizer...
...Posso usar seus domínios como meus?
e ter o conhecimento que quiser?
Mas ainda é muito longa a vida
pois vivemos com toda certeza
de uma vida convivida.
E para falar a verdade;
a maior verdade de todos nós
temos que compreender a complexidade
de uma vida na terra com todos nós.
É por isso que digo
que só pode ser assim...
Vocês irão ver ainda o que digo.
DA REALIDADE OCULTA
da mentira aberta
da realidade oculta
DE MANEIRA ABERTA.
Um passo, dois passos
a caminho do amanhã
de uma existência
que passamos juntos
OMJ
(Do livro “Sempre É Tempo de Poesia” – P.J. Editores – ed. 1991 – pág. 23).
a caminho do amanhã
de uma existência que passamos.
Vários anos de vida
acompanhando e vivendo o que somos
a procura da alma perdida
e da consciência do que somos.
Se deixar de existir, aqui, agora.
Se fechar as pálpebras.
e os olhos entrarem em órbita.
Será que fiz algo de bom aqui fora?
Vivi e existi.
Morri?
Insisti
em dizer que corri.
Corri para os braços de Deus
Para ficar de seu lado e dizer...
...Posso usar seus domínios como meus?
e ter o conhecimento que quiser?
Mas ainda é muito longa a vida
pois vivemos com toda certeza
de uma vida convivida.
E para falar a verdade;
a maior verdade de todos nós
temos que compreender a complexidade
de uma vida na terra com todos nós.
É por isso que digo
que só pode ser assim...
Vocês irão ver ainda o que digo.
DA REALIDADE OCULTA
da mentira aberta
da realidade oculta
DE MANEIRA ABERTA.
Um passo, dois passos
a caminho do amanhã
de uma existência
que passamos juntos
OMJ
(Do livro “Sempre É Tempo de Poesia” – P.J. Editores – ed. 1991 – pág. 23).
domingo, julho 16, 2006
Carência
Andando sem destino
viajando sem rumo
em passo contínuo
eu quase que sumo.
Olho para o lado
e nada vejo
que me faça ficar parado.
Procuro algo
sem saber o que
que me toque me ego
e me responda o porque.
De uma vida tão frívola
sem a chama do amanhã
como uma cola que não cola.
Se estou contente
dizem que estou triste
se de amor sou carente
chamam-me de dependente.
Se digo que sou só
dizem que me amam
mas só sentem dó.
Sou carente de carinho sim
não sei bem o porque
a resposta não encontro em mim.
Tenho tudo que quero
pai, mãe, esposa e filho
mas sinto falta de algo
que me atinja no ego.
Oswaldo Mammana Jr.
(Antologia em Versos, pag. 42, vol. 15, edição 1997, P.J. Editores e Rumo Gráfica Editora).
viajando sem rumo
em passo contínuo
eu quase que sumo.
Olho para o lado
e nada vejo
que me faça ficar parado.
Procuro algo
sem saber o que
que me toque me ego
e me responda o porque.
De uma vida tão frívola
sem a chama do amanhã
como uma cola que não cola.
Se estou contente
dizem que estou triste
se de amor sou carente
chamam-me de dependente.
Se digo que sou só
dizem que me amam
mas só sentem dó.
Sou carente de carinho sim
não sei bem o porque
a resposta não encontro em mim.
Tenho tudo que quero
pai, mãe, esposa e filho
mas sinto falta de algo
que me atinja no ego.
Oswaldo Mammana Jr.
(Antologia em Versos, pag. 42, vol. 15, edição 1997, P.J. Editores e Rumo Gráfica Editora).
sábado, julho 15, 2006
Palestra no Colégio Santana
Colégio Santana - Projetos -Estudo criterioso de doze poemas do poeta Oswaldo Mammana Júnior (Convidado para palestra de culminância do projeto "Aluno-Poeta").
Para detalhes do evento click no link abaixo:
http://www.colegiosantana.com.br/projetos/aluno_poeta.htm
Para detalhes do evento click no link abaixo:
http://www.colegiosantana.com.br/projetos/aluno_poeta.htm
domingo, julho 09, 2006
O Cego mudo e o mudo cego
Sentado no topo do mundo
Vendo ao longe o horizonte
Olhando tudo como um mudo
Falando como um cego agonizante.
Falando coisas bonitas
Mesmo sem crer,
Mostrando coisas perfeitas
Que o cego não pode ver.
Cantando bonitas canções
Que falam do cantar dos pássaros
Que comovem os corações
Cantando a musica dos pássaros.
E lá estava eu, com meu ego.
Sentado no topo do mundo.
Vendo as coisas como um mudo;
E falando como um cego.
(OMJ)
Antologia em Versos, vol. 05, PJ Editores, 1991, pág. 47.
Vendo ao longe o horizonte
Olhando tudo como um mudo
Falando como um cego agonizante.
Falando coisas bonitas
Mesmo sem crer,
Mostrando coisas perfeitas
Que o cego não pode ver.
Cantando bonitas canções
Que falam do cantar dos pássaros
Que comovem os corações
Cantando a musica dos pássaros.
E lá estava eu, com meu ego.
Sentado no topo do mundo.
Vendo as coisas como um mudo;
E falando como um cego.
(OMJ)
Antologia em Versos, vol. 05, PJ Editores, 1991, pág. 47.
sábado, julho 08, 2006
O campeão
Um dia ele foi um heroi,
foi grande e também enorme,
foi o melhor e o campeão.
Hoje ele está velho,
por muitos esquecido,
por poucos é lembrado,
ninguém o reconhece.
Parede repleta de troféus ele olha,
sonha e chora e se lembra de um dia.
De um dia que ele foi herói,
de um dia que ele foi grande,
de um dia que ele foi o melhor,
de um dia que ele foi campeão.
(OMJ)
Antologia em Versos, vol. 13, PJ Editores e Rumo Gráfica Editora, 1996, pág. 4
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foi grande e também enorme,
foi o melhor e o campeão.
Hoje ele está velho,
por muitos esquecido,
por poucos é lembrado,
ninguém o reconhece.
Parede repleta de troféus ele olha,
sonha e chora e se lembra de um dia.
De um dia que ele foi herói,
de um dia que ele foi grande,
de um dia que ele foi o melhor,
de um dia que ele foi campeão.
(OMJ)
Antologia em Versos, vol. 13, PJ Editores e Rumo Gráfica Editora, 1996, pág. 4
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